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terça-feira, 3 de julho de 2012

Policia Civil, caça vereador de Iconha foragido e condenado por matar a mulher

De acordo com o delegado de Piúma Milton Sabino já foram feitas várias buscas porém, o criminoso não foi encontrado.

A Polícia Civil de Piúma está a caça do vereador de Iconha José Inácio de Lima condenado pela justiça por ter assassinado a mulher Jaísa Monteiro Lima no dia 02/09/2004 em Piúma. A justiça expediu mandado de prisão do vereador há 14 dias, mas ele se encontra foragido.

De acordo com o delegado de Piúma Milton Sabino já foram feitas várias buscas porém, o criminoso não foi encontrado. “Até agora não temos nenhuma pistas do paradeiro dele qualquer informação pedimos a população que entre em contato com o disque denúncia no 181 ou com a delegacia local. O crime que ele cometeu chocou toda a região”, disse o delegado.

José Inácio Lima (PSDB), vereador de Iconha, foi condenado ontem (15) a 18 anos de prisão. Ele é acusado de matar a mulher em 2004. Além da prisão, o parlamentar também perdeu o cargo. O julgamento foi em Piúma. José Inácio exercia seu terceiro mandato na câmara de Iconha.

Jaísa Monteiro Lima, esposa do vereador, morreu em setembro de 2004, de traumatismo craniano, após cair de um carro em movimento. Ela apresentava diversas lesões no rosto. O acusado alegou que a vítima teria se jogado do veículo.

José Inácio chegou a ficar detido em 2004 e tomou posse de seu segundo mandato na Câmara enquanto ainda estava preso. Porém, o vereador foi libertado e respondia o processo em liberdade. Agora o vereador é foragido da justiça, a família de Jaísa pede que qualquer informação seja passada a polícia. 

Família espera pela prisão há oito anos

A marisqueira Gelcira Freire Marinho, 62 anos, mãe de Isa, disse que vai fazer oito anos que sua filha foi brutalmente assassinada e que não há um dia que não peça a Deus justiça. “Fico indignada. Vejo que não há justiça, ele está ai numa boa, 40 dias após matar minha filha se casou de novo e posa como um doutor, tirando onda de ‘bonzão’ e a ‘gente’ fica assim, sem saber o que fazer, porque não tem justiça nesse mundo. Espero pela Justiça divina, mas até vir, a gente sofre, ainda mais eu que sou mãe. E quando olho essas fotos na minha frente, na parede, eu digo: - ‘minha filha, um dia ele vai pagar pelo que fez com você’, minha vida é rezar e pedir a Deus força”, disse a mãe.

De acordo com a marisqueira, a filha não morreu pela queda do carro que alegou o vereador na Justiça. “Ele a matou, porque ele me ameaçou também, ele telefonava e dizia que viria aqui e iria acabar com tudo, e iria matá-la, e quem estivesse ao lado dela. Tomei trauma até de telefone e cancelei a linha”, contou.



Fonte: Redação Maratimba.com

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